Gaúcho de
São Gabriel (RS), há 20 anos em Brasília, Lucio
Vaz passou por diversas redações,
especializando-se no jornalismo investigativo. Começou
a cobrir o Congresso Nacional em 1985. Acompanhou a
Assembléia Constituinte e as quatro últimas
campanhas presidenciais. Trabalhou por 13 anos na
Folha de S. Paulo, onde se aprofundou na cobertura
do chamado “baixo clero” — deputados
de pouca expressão política, que são
geralmente manipulados pelos líderes dos
partidos e pelos governos que se sucedem.
Suas matérias tratam
de temas sombrios, como nepotismo, compra de voto,
aluguel de legenda, mordomias e aumentos
salariais para deputados. Percorreu os 26
Estados a trabalho, cobrindo eleições, fraude
em convenções, massacre de
índios, ou investigando desvio de
dinheiro público. Foi coordenador de política
da sucursal de O Globo em 2000. Passou
pelo Estado de Minas e atualmente trabalha no
Correio Braziliense.
Mas percorreu um longo caminho
até chegar aos grandes jornais. Foi radialista,
cinegrafista e ilustrador em Pelotas (RS),
até chegar à reportagem de jornal,
no Diário da Manhã. Em seguida,
trabalhou na sucursal da Caldas Júnior,
que editava os jornais Folha da Manhã,
Folha da Tarde e Correio do Povo em Porto Alegre.
Na Universidade Católica
de Pelotas, onde se formou, atuou no movimento
estudantil, no final da década de 70. Foi
fundador e primeiro presidente do Diretório
Acadêmico Wladimir Herzog. Depois, foi dirigente
sindical e militou no Partido Comunista Brasileiro,
ainda na clandestinidade, durante a ditadura militar.
Pintor, cursou o primeiro
ano de Graduação em Pintura, mas
optou pelo jornalismo como profissão. Divorciado,
47 anos, tem três filhos: Tiago, Joana e
Anna Carolina.