Para Millor Fernandes,
um gênio do humor, Edson Aran é “bom”
e “pode continuar”. Aran, editor da
revista Sexy, autor de vários livros de humor,
entre eles o bestseller “Conspirações
– Tudo o que não querem que você
saiba”, levou o elogio a sério e continuou
mesmo. Deu certo. Marçal Aquino, escritor
e roteirista de cinema, acha que “Aran é
o melhor texto de humor de minha geração”.
O jornalista, Marcelo Duarte, autor de “O
Guia dos Curiosos”, elogia Aran com humor,
como não podia deixar de ser: “Coloquei
aparelhos GPS em todos os livros do Aran. Eles são
imperdíveis.”
É assim, então, no
contexto desta saraivada de elogios, que está
sendo lançado “O Imbecilismo e outros
textos de humor” (Geração Editorial,
14x21, 156pg., R$ 24,00), um livro de Edson Aran,
autor de “Conspirações”,
que inclui coisas como “O Livro Vermeio dos
Pensamento do Lula”, “O Código
Polllock”, “Diários de Velocípede”,
“Bufo e Obtuso”, “Bill Gates e
o Diabo” e, como bônus, “16 listas
absolutamente cretinas”.
Aran, cítrico, cínico
e gozador, não deixa quase nada de pé.
“É um livro de humor rasgado, que não
leva nada nem ninguém a sério”,
diz ele. O novo livro trata do ridículo de
tudo, dos filmes de Almodóvar a Caetano Veloso,
da literatura de “mulherzinhas” a ...
Luís Inácio Lula da Silva:
- O Lula – diz Aran –
é o Bom Selvagem que levou a sério
a história da própria pureza, coitado.
É um auto-iludido. Começou o governo
como “o iluminado” e vai sair como “o
enlameado”. Mas vai acreditar que tudo está
bem e que ele está predestinado a mudar a
história da humanidade. Seria uma trajetória
trágica se não fosse tão ridícula”.
Sua maior influência, claro,
não podia ser outra: Millor Fernandes. Ele
gosta também do Barão de Itararé
e de Campos de Carvalho, um escritor brasileiro
tragicômico que anda meio esquecido, depois
de ser “redescoberto” várias
vezes, nos anos 70 e 90.
Edson Aran explica que, ao escrever
com ironia sobre a imbecilidade humana, descobriu
que existe no Brasil um movimento artístico
que não sabe de sua própria existência:
o “imbecilismo”, cujos mais notórios
representantes seriam Caetano Veloso, Cacá
Diegues e Niemeyer, entre outros.
Alguém não vai gostar
dessa brincadeira.
Leia
entrevista com Edson Aran