Os escândalos
no Brasil nunca mais serão os mesmos. Pelo
menos para aqueles que tomarem contato com o conteúdo
do mais novo lançamento editorial do Brasil.
No livro A Era do Escândalo (Geração
Editorial, 528 pp., R$ 47,00), quem assiste aos
escândalos que se multiplicam e se revezam
no noticiário finalmente vai poder responder
a algumas questões fundamentais: como funciona
a “linha de montagem” dos escândalos
na mídia e na sociedade brasileira? O que
acontece nos bastidores desses eventos? O que fazer
para proteger sua credibilidade numa crise? Como
se preparar de forma eficiente? Quais as lições
que empresas e líderes de primeira linha
podem dar sobre o que viveram no olho do furacão
de uma crise de imagem?
Estas e muitas outras perguntas cruciais são
abordadas de maneira inédita no livro A
Era do Escândalo, do jornalista e consultor
de imagem Mário Rosa. É um conteúdo
feito a partir de relatos de quem viveu por dentro
algumas das crises de maior repercussão do
Brasil. Com apresentação do publicitário
Duda Mendonça e prefácio de outra
fera da publicidade, Nizan Guanaes, A Era do
Escândalo faz uma ampla análise
das crises de imagem que abateram nomes e marcas
de primeira linha do mundo político e empresarial.
O livro é dividido em 10 casos, que ensinam
passo a passo como empresas como a TAM (com a tragédia
do vôo 402, o maior acidente aéreo
urbano da história do Brasil) superaram uma
crise dessa proporção. Os detalhes
de como empresas bilionárias, como Telefonica
e e Telemar, enfrentaram um terremoto de imagem
pública. Desfilam no livro – sempre
com relatos de primeira pessoa – os testemunhos
de políticos como os ex-ministros Eduardo
Jorge e Alceni Guerra, personagens centrais de casos
que ocuparam as manchetes dos jornais durantes semanas
e meses. Um dos destaques é a inédita
revelação da atriz global Glória
Pires sobre como enfrentou boatos que quase destruíram
sua família.
O que o médico particular do governador Mário
Covas, David Uip, fez para preservar sua reputação
em meio a um caso de tamanha exposição?
Um dos capítulos marcantes tem como protagonista
o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro,
advogado do poderoso ministro José Dirceu,
do presidente do Senado José Sarney, ex-sócio
do atual ministro da Justiça, além
de uma constelação de clientes de
alto quilate. O livro traz ainda a estratégia
do governo federal para enfrentar o desgaste público
causado pelo apagão de 2001, como a Petrobras
enfrentou o afundamento da plataforma de petróleo
P-36 e outras narrativas ao mesmo tempo instigantes
e reveladoras.
Num momento da humanidade em que uma informação
pode varrer o mundo em poucos segundos e alcançar
uma dimensão arrasadora, numa época
em que literalmente qualquer um pode se ver soterrado
por escândalo, cuidar da imagem tornou-se
algo fundamental. O que vai garantir ou não
a sobrevivência da credibilidade é
a ação eficaz dos primeiros e cruciais
momentos. É sobre esse desafio que A
Era do Escândalo trata. Uma das lições
do livro é a necessidade de pensar no pior
antes que ele aconteça, mesmo fazendo tudo
para que ele não venha a acontecer.
A Era do Escândalo promete balançar
o mundo empresarial e político, servindo
de referência para figuras públicas,
profissionais da imprensa, advogados, assessores,
consultores, políticos, marqueteiros e executivos.
“A grande lição do livro é
que já houve um tempo em que a propaganda
era a alma do negócio. Nos dias atuais, a
alma do negócio é a reputação”,
avalia o autor Mário Rosa.
Embora reúna relatos inéditos, essa
não é a única atração
do livro. Outra grande novidade vem a público
com a publicação de uma ampla pesquisa
feita no mundo inteiro sobre os escândalos.
Mário Rosa apresenta pela primeira vez uma
análise do escândalo no Brasil e demonstra
que os escândalos brasileiros são muito
diferentes dos de outros países. O autor
também põe o dedo na ferida: ele faz
um raio-X do relacionamento nem sempre claro entre
imprensa, ministério público e CPIs
nos bastidores dos escândalos. O leitor vai
poder entender, finalmente, tudo dos escândalos
que não aparece nos jornais.
Saiba mais sobre os casos
Entrevista
com Mário Rosa