Geração
Editorial
A Geração
Editorial é uma das mais jovens editoras do país.
Foi fundada em 1992, pelo escritor e jornalista Luiz Fernando
Emediato. Seus três primeiros livros - "A República
na Lama", de José Nêumanne, "A Volta
do Fradim", de Henfil, e "A Grande Ilusão",
do próprio Emediato - foram lançados na Bienal
Internacional do Livro de São Paulo naquele ano.
Diferente das demais editoras - seu proprietário
e editor é também escritor polêmico
- a Geração está sempre provocando
o mercado e a mídia, com seu slogan atrevido: "uma
editora de verdade".
Desde então a editora não deixou de causar
polêmica. O livro de Nêumanne tratava do impeachment
do presidente Collor e foi um dos primeiros instant books
produzidos no Brasil, ainda durante o calor dos fatos. Logo
em seguida a Geração publicou o explosivo
"Mil Dias de Solidão", do ex-porta-voz
de Collor, Cláudio Humberto Rosa e Silva.
Considerada a mais barulhenta e a mais eclética das
editoras ditas de "interesse geral", a Geração
publicou livros de Frei Betto, petista, e de Luiz Antônio
de Medeiros, arqui-adversário do PT; de Luiza Erundina
e de Cleto Falcão, do grupo político ligado
ao ex-presidente Collor; de Plínio Marcos, considerado
um dos malditos da literatura brasileira, e de Ivan Angelo,
já considerado um dos clássicos da moderna
literatura; dos irlandeses Neil Jordan e Patrick McCabe,
cujas vidas se mesclam com o cinema, a literatura e a militância
política com simpatia pelo IRA; e do inglês
Will Self, da nova literatura inglesa transgressiva.
Do romance à poesia - a Geração conseguiu
transformar em bestseller o livro de poemas "Teia",
da poeta Orides Fontela - da filosofia ("Heidegger",
de Rüdigger Safranski) à história da
ciência ("Darwin", dos ingleses Adrian Desmond
e James Moore, já na terceira edição),
dos quadrinhos de Henfil ao debate nacional ("Qual
Reforma Agrária?", de Francisco Graziano): a
Geração Editorial é, como insiste seu
proprietário, "aberta, pluralista, libertária,
radical: nós publicamos de peito aberto e com estardalhaço
tudo aquilo que as demais editoras temem publicar ou publicam
discretamente".
Por causa disso, vários livros da Geração
estiveram proibidos durante algum tempo, como "Mil
Dias de Solidão", de Cláudio Humberto
ou "Psicopata", de José Luiz Tavares. A
Geração lutou na Justiça, durante mais
de um ano, para liberar a autobiografia "Nos Bastidores
do Reino - A Vida Secreta na Igreja Universal do Reino de
Deus", de Mário Justino, que ficou apenas 22
dias nas livrarias.
Em janeiro de 2001, lançou o corajoso bestseller
"Memórias das Trevas - Uma devassa na vida de
Antonio Carlos Magalhães", de João Carlos
Teixeira Gomes, que provocou uma grande crise política
e desmascarou de vez o coronel nordestino.
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