Emediato, brother/hermano:
(...)
Emediato, ontem recebi uma carta do Jeferson que
me grilou. Ele fala uma porção de
coisas desagradáveis sobre o Julio, parece
que ficou muito grilado pro termos – eu, você
e Julio – nos isolado um pouco dele, então
veio com historinhas meio sujas, que me fizeram
tomar três quartos de uma garrafa de conhaque
– “pedras” – caetano –
no fundo do azul” – e escrever uma carta
violentíssima. Que – claro, –
acabei não mandando. Não fale disso
a ele, tô sõ desafogando com você:
eu não gosto de tramas, fofocas, não
gosto da sensação de que querem me
envolver num negócio meio baixo. Vade Retro.
(...)
Ô , minino, eu já tô com uma
sôdade enorme, você e Julio TÊM
que vir em junho, senão terão que
me mandar maçãs e fotonovelas, pelo
reembolso postal, para a clínica psiquiátrica
onde serei internado – de pura carência.
(...)
Emediato, cê já tem fãs aqui
em PA – em breve ficarão conhecidas
como as “Emediatetes”, tua foto fez
sucesso, tuas declarações idem. Prevejo
você descendo no aeroporto escoltado por mil
policiais e raparigas frenéticas se espatifando
por um cacho dos teus cabelos. Me ajude a convencer
o Jeferson a fazer o lançamento (N. da R.
– lançamento do livro Histórias
de um Novo Tempo, editora Codecri) aqui. Cê
pode ficar na minha casa nova, que é p’q’nina
e formosa, cheia de plantas e cores, com duas pessoas
bonitas, Sandra e Gui, com quem enfrentei barras
& barras em London, London.
Tarde, tarde. Uma e meia. Quero ainda escrever prô
Julio. Me escreve logo. Guto e Luiz Artur também
mandam abraços. Até . Seu
Caio